Programa de Parceiros
Antes de o Ojas existir, eu era terapeuta. Sei o que é praticar Ayurveda sem ter com quem contar, sem saber onde encontrar o que precisa, sem ninguém do seu lado que também vive e estuda isso.
Foi dessa falta que o Ojas nasceu. E é por isso que essa rede não é um programa que você entra — é uma comunidade que a gente constrói junto, terapeuta com terapeuta, parceiro com parceiro.
Se você pratica com seriedade, a gente quer te conhecer.
Quer saber como isso começou? Leia “Como o Ojas nasceu”, mais abaixo ›Como funciona a parceria
É sobre construir uma relação, uma cultura — um a um, na presença e na dinâmica de cada parceiro.
Quanto mais a relação se fortalece — com troca de verdade, presença, indicação, criação, colaboração — mais sentido faz caminhar junto: mural, conteúdo, redes, artigo assinado no blog, collabs, brindes, criação ou participação em cursos e eventos.
Não é um degrau que se sobe, nem uma relação puramente de trabalho. O que queremos é proximidade — que você se sinta parte disso, com seus talentos e ideias. Nada tão fechado ou formal: venha tomar um chá, trocar uma ideia. É o natural entre parceiros que constroem juntos.
Visibilidade
O Ojas existe para dar voz a quem pratica o Ayurveda, independente de escolas, grupos ou estados — o único critério é ser sincero de coração. Conforme a troca acontece, nossos parceiros ganham mais espaço com quem já confia no Ojas: no mailing, no Instagram (uma comunidade que só cresce), no Mural dos Parceiros, nos artigos do blog, aqui no site, e nos eventos do Ojas.
Suporte prático
Aqui não é qualquer loja: suas indicações são bem tratadas, e se necessário alinhamos e tiramos dúvidas diretamente com o terapeuta que indicou. Criamos também um mailing das indicações, para dar uma ajudinha extra na divulgação para os seus clientes — com cara de sala de casa, não de disparo corporativo.
Tem também o suporte prático: suas indicações viram créditos de comissão, que convertem em desconto em produtos — e isso é bem legal. Promoções, campanhas e cupons são sempre liberados primeiro para os parceiros. No site já temos desconto no PIX, brinde em compras maiores e cashback, que valem para você também. E claro, tem brinde para eventos, cursos e ações coletivas. Isso tudo existe e ajuda — mas não é o motivo da parceria, é consequência dela.
A comunidade primeiro
Tudo começa na nossa comunidade de WhatsApp — é lá que a relação nasce, antes de qualquer selo ou benefício. Tem um espaço geral, para anúncios, e um por estado, para indicações locais.
Mural de Parceiros
Espaço dedicado à comunidade do Ayurveda, cursos, eventos e oportunidades.
A história por trás da rede
Como o Ojas nasceu
Tudo começou por volta de 2014, quando eu ainda atuava como terapeuta. Naquela época, não existia produtos de qualidade à mão — tudo era difícil de conseguir para os tratamentos e indicações. Só ia para a Índia quem tinha muito dinheiro, e o Brasil ainda enfrentava uma dificuldade enorme de importação. Todo terapeuta, todo praticante, esbarrava na mesma parede: como praticar, como prescrever, sem ter o básico à mão?
Sou terapeuta desde 2005, e participei da formação de um tanto de gente — então eu estava o tempo todo em contato com as mesmas queixas. Foi dessa falta que nasceu uma ideia: um grupo de compras coletivas com outros terapeutas. Todo mês a gente decidia junto o que precisava — um mês era óleo de gergelim, outro era óleo essencial, outro era arroz ou algum outro ingrediente. Saímos numa saga atrás de bons fornecedores, essa curadoria sempre foi construída junto com os terapeutas, e então o Ojas brotou, precisei de um CNPJ. É por isso que digo que o coração do Ojas sempre foi essa base — essa rede, esses parceiros.
Por volta de 2016/2017, a coisa ficou grande demais para caber no meu apartamento. Chegavam 350 litros de óleo, 250 quilos de arroz, a gente pagava passagem aérea só para trazer óleo essencial do Acre. Ficou impraticável. Foi aí que abrimos o primeiro espaço físico do Ojas: um empório pequenininho embaixo e, em cima, um coworking de Ayurveda, cozinha aberta, casa de vó — terapeutas de outros estados, quando vinham para São Paulo, atendiam por lá também. O Ojas seguiu crescendo. Na pandemia, quando muita gente decidiu se cuidar, o Ojas cresceu mais.
Hoje, a curadoria e a dinâmica seguem o mesmo propósito: os parceiros, os terapeutas, fazem parte da decisão de quais produtos ficam — porque são eles que criam a cultura de uso. O Ojas não só vende, também ajuda a conceber. Tem gente no Brasil que se especializou em produzir, e nos manda suas criações; a gente prova, e quando pode, distribui entre os parceiros, faz degustação para reunir o máximo de feedback e alinhar o produto com o que a prática pede. Dessa forma, conseguimos praticar Ayurveda no Brasil por muitos anos sem que a necessidade de importar virasse um impedimento.
E assim, nos tornamos um espaço para trocas — e de escoamento do que é produzido por esses terapeutas. A gente também vende itens de indústria, importados e de alguns produtores familiares, além de alguns itens de marca própria. Mas o sonho é estar cada vez mais perto das relações: do produtor, dos profissionais que de fato praticam, pensam e produzem um Ayurveda brasileiro e sincero. E percebi recentemente que essa rota fez do Ojas uma referência — um dos poucos, talvez o único, empório de Ayurveda com loja física na América Latina.
Garimpamos o que cabe no dia a dia do Ayurveda em empórios étnicos — casa do norte, empório árabe, japonês, chinês, o que for possível. E estudamos as ervas brasileiras, a semelhança delas com as indianas, numa releitura constante para viabilizar o Ayurveda.
Sobre a idealizadora
Sou terapeuta formada e atuante desde 2005. Pratico yoga desde 1998 — eternamente grata à professora Eliane Peixoto, que me apresentou a esse universo e me possibilitou tanto. O Ayurveda chegou pra mim em 2002, quando ainda fazia a formação em yoga na FMU. Segui depois para outras formações de yoga com Osnir Cugenotta, e estudei e apliquei o método de Dinah Rodrigues (Yoga Hormonal). Fiz Biopsicologia pelo Instituto Visão Futuro (2004–2006), e minha primeira formação em Ayurveda foi pela Escola Yoga Brahma Vidyalaya (EYBV) em 2008, com especialidade em terapias e procedimentos — escola com a qual trabalhei por muitos anos. Fui então para o mundo: descobri que o Ayurveda une quase todas as minhas paixões.
Um divisor de águas veio em 2010: um período entre Nepal e Índia — morando em Kathmandu, estudando também no Kerala, fazendo outros cursos, inclusive de beleza. Fui sem falar inglês e sem grandes planos. Acabei sendo adotada por duas famílias, arranjei um estágio no Hospital Dhanvanthari em KTM (que desmoronou no terremoto) e mergulhei na culinária nepali — o suficiente pra virar coautora do livro “Nepali Home Cooking for Healthy Living” (2014), ao lado de Sharada, minha mãe nepalesa: receitas funcionais e das quatro principais etnias do país. O trabalho foi eleito o 5º melhor livro de culinária nepalesa do mundo pela Hotel Association Nepal, com uma honra ao mérito entregue pelo primeiro-ministro do Nepal. Voltei falando inglês, caprichada no sotaque — meio nepali, meio russo.
Atuei por mais de dez anos em sala de atendimento. Mas, ao gestar o Compras Coletivas — que cresceu e se tornou o Ojas físico — e uma gravidez, ao mesmo tempo, meu foco como terapeuta mudou: passei a dar suporte para mais pessoas ao mesmo tempo, profissionais e pessoas no geral que buscam viver sob o olhar do Ayurveda e encontrar produtos possíveis.
Venho de origem simples, e sou o que sou pela minha educação e pelos meus professores — sempre que posso, retribuo ao mundo o que ganhei de presente. Por dois anos, mantive um projeto social — um barzinho cultural na Ass. Comunitária Monte Azul: jantar vegetariano às quintas-feiras, à luz de vela, programação cultural experiencial, parceria com a Cinemateca. Era muito mágico, e ajudou muita gente a ampliar sua relação com a comida, principalmente a vegetariana. Pinto desde os 10 anos, dei aula, cantei em coral da infância aos 30, comecei a estudar vários instrumentos e não toco nada bem, abri minha primeira empresa aos 17 (tive 20 mulheres e dois funcionários registrados, numa empresa de papel artesanal — hoje acho loucura não ter tido adolescência, mas essa é minha história, e me fez quem sou). Sou casada com Gabriel Pinheiro, também terapeuta, muito estudioso, com quem troco ideias todos os dias, e também sou mãe em tempo integral.
Como uma aquariana legítima, os coletivos e o propósito me movem. Tudo isso, pra mim, é gratidão em movimento.
